Literatura > Poesia
GRADES
Ontem...
Eram noites de serenatas acesas em janelas de garotas sonhadoras.
E as grades, como pentagramas, embalavam as notas desesperadas de masculinas vozes.
Eram noites de alegres reuniões, que prometiam futuros venturosos que,
com os sonhos coincidiam
Depois...
Sucederam-se muitas noites de angústia e desespero pelas promessas não cumpridas.
Hoje...
É a noite do consolo e da não espera, do vazio sempre cheio.
É a noite do amparo, da velhice satisfeita, sem medo e sem apuros.
E as grades são pentagramas que embalam, as notas serenas, de sinfonias acabadas.
DALZIO
Agosto de 2010
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