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DIRETRIZES DO PROJETO
Nas suas exigências o Edital do concurso detreminava que as soluções deviam "estabelecer" (sic) uma identidade para Canela. Não concordei (e ainda não concordo) com o conceito nessa palavra resumido.
Digo, humildemente, que uma cidade com essa história e seus valiosos cidadãos tem sim, forte identidade.
Trabalhei então com a intenção de que a minha proposta fosse um reflexo da "identidade Canela".
Nela considerei a cidade de Canela com o conceito de "minha casa", pelo que a premissa maior foi que a serventia da revitalização, em primeiro lugar, fosse para o povo da cidade.
A praça tem um forte conteúdo co,umitário, e nela todos se expressam. O turista será incorporado, mas não deixará de ser uma visita ocasional.
Cada produto cultural é desenvolvido diariamente, arduamente praticado, e talvez para ser apresentado às "visitas" uma ou duas vezes ao ano.
Cada produto comercial também precisa de árdua dedicação e muito estudo. Também a visita o aprecia e o consome.
Dessas situações, fica como cerne da questão o prazer e a felicidade de o "poder fazê-lo" domesticamente, quando a gente quer, e consumir também quando a gente quer. Não são necessárias festas especiais para tal.
O uso da praça todos os dias pelos habitantes de Canela reforça a sua identidade, e faz a comunidade mais forte para se apresentar aos turistas.
Eis a minha premissa maior.
PLANTA BAIXA: IDENTIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS
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Reconheço na sociedade canelense o respeito e o carinho por artefatos do seu patrimônio cultural, que além de suas poucas ou muitas virtudes arquitetônicas, transcendem as fronteiras dos calendários. São, por assim dizê-lo, atemporais.
A Casa de Pedra e a Estação Férrea são, sem dúvidas, os dois marcos de referência mais importantes do entorno da Praça João Corrêa.
Mas, nela não estão incluídas, sendo apêndices aos que para chegar, é necessário atravessar ruas bem movimentadas. Isto é, o espaço não é único e está cortado por atividades que pouco tem a ver com atividades de cultura, lazer e convívio comunitário.
Parti então, da idéia de integrar espacialmente esses dois marcos às atividades da praça.
Como o trânsito veicular é o problema, mas impossível de anular, a solução foi escondê-lo. Abaixo da terra.
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