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Título 4: O FENÔMENO COMUNICACIONAL
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Letras representam sons. Isto é, só têm valor unitário diferencial. O i só i é. O p nele fica. O a a mesma solidão padece. Organizadas formam as palavras, unidades mínimas de comunicação.
Pia não é o mesmo que pai, e muito menos é o piá. Todas elas, ao pertencerem ao campo das idéias, não falam de alguém específico, concreto e sim universalizam todos os referentes em um único conceito ou noção. A gramática e no seu interior a sintaxe, como também a arte da oratória, das palavras se utilizam como instrumentos modulares da comunicação escrita e falada.
São originadas pela cultura subjacente dos momentos históricos e, concomitantemente, são também a sua expressão. Fato que passa desapercebido não por invisível que seja, mas sim pela simples razão do "já foi" ou pela mais simples ainda de ser presente e nós nele estarmos imersos.
Coincidência da consciência de nós mesmos e a cultura que nos molda como indivíduos.
Ela é a que nos proporciona as idéias ou conceitos que formam nossos valores e na que representamos nos nossos códigos.
Codificação presente então, que possui todos os elementos para a comunicação social de um ente abstrato e que podem ser desenvolvidos para uma representação que comunique.
E voltando novamente à "idéia caverna", agora ente abstrato, vemos que se tornou objeto de comércio comunicacional.
Nesta etapa de nossa vida, como "homens e mulheres da idade de pedra", temos a possibilidade concreta de representar o referente.
Nasceu o signo icônico e, através dele, a imagem permanece como comunicação de uma função possível, mesmo que não seja executada.
Dentro deste panorama a idéia caverna, sendo agora ente abstrato, tornou-se fenômeno comunicacional e a representação do referente uma realidade. No símbolo assim nascido a imagem permanece como comunicação de uma função dentro de um espaço possível e desejado, mesmo que não esteja ainda materializado.
Por exclusão, a idéia da não caverna também aparece como espaço possível de funções que não podem ser desenvolvidas na idéia familiar da caverna. Atividades religiosas e seus derivados imediatos de cuidados médicos. A defesa do grupo social ou atividades militares. A separação de marginais e delinqüentes em sistemas carcerários.
A ramificação do primeiro espaço habitat em cada vez mais quantidades de espaços derivados, seguindo a trilha das atividades cada vez mais complexas e compartilhadas do trabalho social, obriga à constante renovação e enriquecimento da Teoria da Arquitetura.
E Arquitetura sendo já espaço construído funciona perfeitamente como um sistema de comunicação social.
Podemos reconhecer então a existência real de um Código Arquitetônico claramente identificável, explicitado, sistematizado, que permite a pesquisa e seu ensino o que produz o seu enriquecimento constante e perpétuo.
Existem, nesse Código, elementos que podem ser definidos como os sons da Arquitetura que, organizados "aos costumes", formam seus instrumentos modulares de comunicação.
Podemos agrupá-los assim:
OS MATERIAIS
O tijolo, a pedra, a madeira, o ferro, o concreto, são os sons da Arquitetura. Com valor diferencial, demonstrando a sua forma de produção e, consequentemente, a maneira do seu manuseio insinuando claramente a técnicas construtivas apropriadas que virão.
OS ELEMENTOS ESTRUTURAIS
O arco, a mínsula, a coluna, a viga, o muro e as paredes entre outros, são os instrumentos modulares. Nos significados da sua utilidade primeira, demonstram a sua lógica e sua capacidade estrutural.





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