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Título 3: A LINGUAGEM ARQUITETÔNICA
A profundidade de nossa visão histórica e a noção de nosso desconhecimento pré-histórico, ainda que suposto por indícios materiais ainda presentes, formam uma memória subjacente, atávica e protetora sob a qual temos nos acobertados. Indícios, marcos, rastos, vestígios, sinais foram deixados pelo homem em formas construídas com materiais e técnicas que até hoje nos são familiares.
Embora muitos dos seus reais significados perderam-se na noite dos tempos, temos elaborado interpretações que devem ter muita coisa de verdadeiro, pois aqueles que as construíram, nossos antigos irmãos de caminhada, não foram espíritos muito diferentes aos nossos. Embora não compartilhemos, hoje, seus costumes e usos, sem dúvidas o fazemos com suas emoções, suas paixões e seus medos.
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Roda de pedra -imagem de DataCAD |
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India - www.publicdomainpictures.net |
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Rua estreita - www.publicdomainpictures.net |
E hoje, se esses sinais falam e nós os entendemos, um fato comunicacional que utiliza uma linguagem específica e especializada está definido. É a fala do espaço construído na qual é prudente estabelecer uma diferenciação: a expressão do arquiteto no extremo inicial do processo, e a expressão do volume materializado e o espaço resultante no seu final.
A primeira se expressa na prancheta, ou nos seus substitutos modernos, sendo espaço imaginário. Preso ele nos limites do bidimensional é o espaço no repouso.
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Concha acústica - Projeto do autor do site |
A segunda se da no espaço real. Espaço construído, dinâmico e de criação coletiva.
O sucesso do fato comunicacional está dado pela continuidade metodológica entre ambas, garantida pelo uso correto da Teoria da Arquitetura.
É, SIMPLESMENTE, A LINGUAGEM DA ARQUITETURA
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